Pílula do dia seguinte – Efeitos colaterais, aborto e outras dúvidas

Pílula do dia seguinte - Efeitos colaterais, aborto e outras dúvidas

Foto: Reprodução

Ao contrário do que muitas pessoas pensam a pílula do dia seguinte não é um método contraceptivo. Ela não deve ser utilizada regularmente depois de cada ato sexual, pois apesar de impedir a gravidez, a pílula possui um concentrado de hormônios tão grande que praticamente equivale ao mesmo que tomar mais de 15 comprimidos anticoncepcionais de uma vez só. Tendo isto em vista, a pílula do dia seguinte funciona apenas como uma segunda opção para casos emergenciais, como quando a camisinha estoura, ou até mesmo depois de um estupro.

Como tomar a pílula

Existem dois tipos de pílulas do dia seguinte, uma em que o remédio vem em duas dosagens e outro em uma dosagem só. A pílula única deve ser tomada até no máximo 72 horas depois do ato sexual desprotegido. Já a pílula que vem em dois comprimidos, o primeiro deve ser tomado logo após o coito, e o segundo, 12 horas depois. A possibilidade de falha da pílula é de 5% quando é tomada até 24h após o ato sexual. Depois disso, quanto mais tempo demorar, maior será a percentagem de falha. Tomada depois de 72 horas ela torna-se quase que nula.

Como ela age no organismo

A ação da pílula vai depender bastante do ciclo menstrual. Dependendo de qual etapa estiver, ela terá uma ação diferente.

  • Antes da ovulação, a pílula impede que o ovócito seja liberado.
  • Depois da ovulação, a pílula age alterando o endométrio, que é a parede interna do útero, e impede que o óvulo fecundado se fixe na parede uterina e seja eliminado junto com a menstruação.
  • Quando a pílula é tomada em uma etapa que está longe da ovulação, ou logo após o óvulo já ter sido eliminado, a pílula altera as secreções vaginais, deixando-as mais ácidas para que dificulte que o espermatozoide chegue ao seu destino.

A pílula do dia seguinte é abortiva?

Segundo os médicos, só é considerado que a mulher está realmente grávida quando o óvulo fecundado é fixado na parede uterina. Como isto não chega a ocorrer, a pílula não pode ser considerada abortiva. Ela não elimina uma gravidez, mas sim impede. Inclusive, se a pílula for tomada depois que o óvulo fecundado já tenha se fixado à parede interna do útero, o remédio não irá causar dano algum ao embrião.

Tomei a pílula e mesmo assim minha menstruação atrasou. Estou grávida?

Não! O que acontece é que a pílula do dia seguinte, por possuir uma concentração de hormônios muito alta, quase sempre acaba desregulando o ciclo menstrual. Portanto, é completamente normal que a menstruação atrase ou se adiante depois que você toma a pílula. Ao tomar a pílula pela segunda vez, a desregulação poderá ser ainda maior, e de acordo com a frequência do uso do remédio, isso vai se agravando cada vez mais, além de outros efeitos colaterais que vêm com o consumo frequente.

Efeitos colaterais

  • Enjoos
  • Inchaços
  • Sangramentos não regulares
  • Cólicas
  • Vômitos*

Se a mulher chegar a tomar a pílula mais de três vezes no mesmo ano, pode ocorrer:

  • Trombose
  • Derrame
  • Infertilidade

*Se o vômito ocorrer até duas horas depois de ingerir o comprimido, provavelmente ele terá sido eliminado no vômito e será necessário tomar outra dose dele.

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